Duas irmãs e um objetivo:
Tornar a experiência do nascimento e maternidade mais leve.
E assim nasceu o projeto Florescer Mãe.
Preparar-se para a chegada de um bebê é um processo atarefado. O preparo da casa, da família e do enxoval do bebê ocupam um grande espaço na agenda dessa família, assim como os exames e consultas obstétricas que garantem a saúde física do bebê e da mãe.
Mas com tantas mudanças, muitas vezes acabam por não olhar para uma das partes mais importantes, que é o cuidado do “Enxoval Emocional” desta família.
O pré-natal psicológico consiste em um espaço para orientação e cuidados das emoções causadas pela transformação de uma gravidez. Acolhe as angústias, medos e insatisfações das mulheres causadas por mudanças sociais, profissionais e familiares que essa mulher vem vivenciando neste momento e complementa o Pré-Natal Obstétrico tradicional, sendo como uma “Vacina Emocional”.
Sabemos hoje, que a gravidez traz uma vulnerabilidade mental, ou seja, uma mulher grávida tem até 16x mais chance de ser acometida por transtornos de ansiedade e depressão no período gestacional e pós parto, do que em momentos de sua vida.
Por isso é importante estarmos atentos também aos cuidados de saúde mental da gestante e de sua família.
E foi com o intuito de auxiliar no “enxoval emocional” que criamos o grupo de Gestantes Florescer Mãe.
O Grupo Florescer mãe é muito mais do que um pré-natal psicológico, porque além de orientar e acolher as mulheres do ponto de vista emocional, ele prepara a mulher para o parto, amamentação e para o pós parto, assim como também acolhe as mudanças vividas pelo casal conjugal e a construção do casal parental.
Tudo isso, com informações técnicas baseadas em evidência científicas e atualizadas.
Tudo isso para oferecer, não somente para a mulher, mas para sua família, uma experiência mais leve e acolhedora da gestação, até o primeiro ano de vida do bebê.
O bebê vai precisar nascer e a via de parto, pode não ser uma escolha; sendo motivo de angústia para algumas famílias, pois estão rodeadas de crenças, tabus e experiências vividas por pessoas próximas.
A ideia desse encontro não é definir ou determinar a via de nascimento, mas ajustar as expectativas e trabalhar os medos para que as decisões sejam tomadas de forma leve e com informação.
Imediatamente após o parto, independente da via, vem a amamentação e junto com ela mais medos, angústias e inseguranças, frente às historias contadas pela pessoas que cercam principalmente às mulheres. Além disso, sabe-se que amamentação não é 100% instintiva e que muitas informações são contraditórias.
Nesse encontro, falaremos sobre a fisiologia da amamentação explicando como funciona essa “fábrica” de leite, esclarecendo dúvidas e acolhendo as vontades e expectativas frente a esse novo desafio.
A partir da gestação, o casal vivencia uma mudança em sua rotina familiar como um todo.
Dormir passa a ser um desafio, alimentação tende a ser mais regrada, eventos sociais são mais selecionados e no aspecto sexual não é diferente.
Mas neste caso, o casal, junto com suas crenças e expectativas, podem encarar esse momento de forma muito distinta.
Por isso, abrimos um espaço para falar sobre isso de forma muito leve, mas necessária para o ajustamento sexual na vida desse casal durante a gestação e após o parto.
Afinal o processo de adaptação do papel de homem/mulher para pai/mãe é bem desafiador e as vivências e idealizações sobre essa nova formação familiar pode gerar muitos conflitos e estresse.
Uma mulher adoecida emocionalmente tem mais dificuldade em se vincular com o bebê, com a relação com o processo de parir e com a amamentação. Também pode ter o seu relacionamento conjugal e social impactados diretamente.
As mudanças, desencadeadas por fatores emocionais, sociais e físicos, (somadas ou isoladamente), podem levar ao adoecimento psíquico, que por sua vez, podem impactar na relação consigo no novo papel de mãe, e no desenvolvimento físico e mental do bebê. Por isso a importância do diagnóstico precoce e do cuidado adequado.
Neste encontro, contamos o que é o Babyblues, e quais são as doenças mais comuns da gestação e do puerpério, do ponto de vista emocional. Ensinamos a identificar fatores de risco e de prevenção e onde encontrar ajuda adequada.
Além disso, a gestante passa por um rastreio de depressão perinatal (mais conhecida como depressão pós parto), feita pela Karin que acompanha e monitora essa mulher até depois que o bebê nascer.
Organizar a rede de apoio para o pós parto é fundamental para a tranquilidade de se dedicar ao bebê que acabou de chegar ao mundo.
Pode parecer bobo, mas é de extrema importância, porque a adaptação do bebê fora do útero é intensa e vai exigir muita dedicação e disponibilidade principalmente da mãe, mas também de quem estará no papel de pai.
Por isso, ter uma rede organizada e estruturada para auxiliar na rotina de cuidados com a casa, roupa, alimentação, cuidados com os filhos mais velhos ou animais de estimação, pode ser muito benéfico para não sobrecarregar o casa que poderá se dedicar integralmente a esse bebê recém chegado ao mundo, além de poderem se dedicar ao auto cuidado como casal e individualmente.
Nesse dia, convidamos inclusive os avós para conversarmos sobre o papel deles nesse novo conceito familiar, facilitando o diálogo sobre palpites, julgamentos e experiências, de modo que tudo seja alinhado antes da emocionante chegada dos netinhos.
Os primeiros cuidados com o bebê, costumam ser carregados de tabus
e medos. Medo de quebrar um bebê tão frágil; Medo de derrubar; Medo
do bebê chorar e eu não ouvir.
Nesse encontro você será capaz de tirar as dúvidas que permeiam os cuidados com
o umbigo, banho, técnicas para acalmar o bebê, dicas de como trocar a fralda,
compartilhar lista de enxoval, etc.
Mas, também conversaremos sobre quando as coisas não acontecem conforme
planejamos e o bebê que chega não é o bebê que idealizamos.
A gestante sairá do grupo fortalecida e preparada para tomar suas decisões com segurança o que facilitará na organização do enxoval e da casa, para além das listas básicas, pois saberá distinguir o que realmente é importante para vocês nesse momento e a partir disso fazer escolhas conscientes.
Gestantes no segundo e terceiro trimestre de gestação, limitadas a 28 semanas para que possam ter um melhor aproveitamento de todos os encontros.
Maridos, companheiros e o pai do bebê são bem vindos em todos os encontros, mas sua participação não é obrigatória.
Mãe de Matheus, Gabriela e de um bebê breve, a maternidade foi determinante na escolha da área de atuação.
Psicóloga formada a 17 anos, atua com a Psicologia perinatal a 6 anos.
Especializada em Pré-Natal Psicológico, luto perinatal e Transformações e Adoecimentos da Maternidade pela Escola de Profissionais da Parentalidade, já mediou 8 Grupo de Gestantes On line e atendeu mais de 80 mulheres que vivenciaram a gestação e/ou puerpério, auxiliando-as a terem uma maternidade mais suave e acolhedora.
Acho que eu tiraria da primeira pessoa, e colocaria na terceira pessoa:
Em 2003 ao se tornar mãe da Bianca, através de um parto normal, que embora tenha sido regado de intervenções e violência obstétrica, se sentiu realizada com a experiência de parir.
Em sua segunda gestação, em 2009, finalizava sua graduação em enfermagem, e acabou sendo submetida a uma cesariana e se sentiu frustrada, pois apesar da cesárea bem indicada, passou por uma indução de parto mal indicada e mal conduzida colocando seu filho Eduardo em risco de vida.
Em 2013 se formou doula e acompanhou Karin em seu segundo parto, quando descobriu sua verdadeira vocação e em 2015 se especializou em Obstetrícia e vem trabalhando como “parteira” desde então, assistindo mulheres a trazer seus bebês de forma respeitosa e acolhedora, valorizando o protagonismo da gestante.
Acho que eu tiraria da primeira pessoa, e colocaria na terceira pessoa:
Em 2003 ao se tornar mãe da Bianca, através de um parto normal, que embora tenha sido regado de intervenções e violência obstétrica, se sentiu realizada com a experiência de parir.
Em sua segunda gestação, em 2009, finalizava sua graduação em enfermagem, e acabou sendo submetida a uma cesariana e se sentiu frustrada, pois apesar da cesárea bem indicada, passou por uma indução de parto mal indicada e mal conduzida colocando seu filho Eduardo em risco de vida.
Em 2013 se formou doula e acompanhou Karin em seu segundo parto, quando descobriu sua verdadeira vocação e em 2015 se especializou em Obstetrícia e vem trabalhando como “parteira” desde então, assistindo mulheres a trazer seus bebês de forma respeitosa e acolhedora, valorizando o protagonismo da gestante.